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 Distrito 11

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Wallace McQueen

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Localização : Capital
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MensagemAssunto: Distrito 11   Seg Abr 20, 2015 12:53 am



DISTRITO 11


"A industria do Distrito 11 é a agricultura - pomares, campos de trigo, e algodão cercam o distrito. Quase tudo o que é produzido vai para a Capital."


Antecipando os dias da Colheita, o ambiente no Distrito 11 estava bastante tenso. Haviam menos gente na rua, as pessoas falavam menos e pareciam nervosas. Porém, o trabalho continuava.

ATENÇÃO: Utilize este tópico para interagir dentro do seu Distrito (sozinho ou com o seu companheiro de Distrito). Pode falar de tudo, desde do que está fazendo até ao que está sentindo. Aproveite para desenvolver a história do seu personagem. A postagem não é obrigatória, mas apenas a faça se tiver a certeza que não mudará o distrito e ocupação do seu personagem depois. E lembre-se: O seu personagem ainda não foi escolhido na Colheita.

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Gabriel Kavan

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Localização : Distrito 11
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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Qua Abr 22, 2015 10:36 pm





Gabriel Kavan

Sou reencaminhado de volta para casa assim que o canhão de Tess soa. Depois de todas as pessoas que vi morrer, de todas as pessoas a quem vendi a própria morte, das pessoas que matei no massacre quaternário e de aliados que vi morrer... pensei que não me fosse afetar assim tanto. Mas como eu estava enganado...

Para além do quanto me custa estar de volta. Eu gostava de estar na Capital, das comodidades e da companhia de Otillie. Aqui no Onze era sempre a mesma melancolia, e os olhares alimentados pela tensão desde que fui enviado para os Jogos Vorazes pelo meu próprio povo. Apenas as senhoras do orfanato me recebiam de braços abertos, mesmo quando eu esperava que elas tivessem receio de mim depois de me terem visto na Arena. Apesar de agora ter uma casa na aldeia dos Vitoriosos, certifiquei-me de continuar visitando o Orfanato com regularidade. Eu ofereci pagar a Morette para ela me ajudar a manter a casa e tratar das plantas enquanto eu estou na Capital, porém, ela muito emocionada me falou que ela não conseguiria largar as crianças do orfanato assim. Perguntei o mesmo para Sylvaine, uma garota que deve estar no orfanato há tanto tempo quanto eu, ao qual ela respondeu 'nem pensar que eu quereria dividir a mesma casa com você, seu fedido, ah, e a sua nova tatuagem é horrível' - nada que eu não esperasse vindo da boca dela, apesar de eu saber que na verdade ela também já não imagina outra vida fora do Orfanato. Apenas rio.

A minha casa era o local mais solitário de sempre. E antes de eu a decorar com as mais diversas plantas, era o local mais solitário e deprimente de sempre. Uma pintura e decoração escura e pesada, que tiravam o ânimo a qualquer um. Mas passar de uma cabana pequena no jardim do Orfanato para isto, não me posso minimamente queixar. Atrás da casa, transformei o quintal numa estufa para as plantas que eu costumava secretamente crescer numa parte do jardim do Orfanato. A maioria dos meus clientes, foram exatamente aqueles que me enviaram para os Jogos. Na altura pensei que apenas tivessem confessando o meu crime, mas durante essa edição percebi que na verdade, eles apenas estavam me entregando a mim para que não fossem eles os escolhidos para o massacre. Agora que eu voltei, nunca mais os vi à frente. Não que os queira mortos, mas não posso dizer que não guarde remorsos...  



Última edição por Gabriel Kavan em Seg Abr 27, 2015 2:39 pm, editado 1 vez(es)
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Gabriel Kavan

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Localização : Distrito 11
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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Seg Abr 27, 2015 2:38 pm



Gabriel Kavan

Acordo com algo ou alguém batendo na minha porta. Sem vontade de me levantar, esforço a visão ainda cansada para conseguir ver bem os números no relógio pendurado na parede do quarto. Meio dia e quatorze. Quando eu era mais novo, era costume acordar sempre tarde por chegar sempre tarde ao Orfanato. Há certos hábitos que não mudam, apesar de na Capital me ter habituado a acordar cedo ou a não dormir sequer, pelo sentimento de ansiedade causado por saber que vidas dependiam da minha inteira atenção aos Jogos. O que é extremamente irónico, ao pensar que dezenas de vidas foram retiradas graças aos meus produtos. Mas a partir do momento em que você conhece a vítima e ela passa a depender de você... a história é diferente.

Volto a ouvir as batidas na porta. Coloco uma camisa qualquer e ainda descalço, me dirijo à entrada, abrindo a porta para revelar uma face nunca antes vista.

Um homem, talvez perto dos cinquenta, com os olhos mais pesados que eu já vi, de alguém que não dorme há bastante tempo. Ele me agarra com força na camisa, o que quase me faz pegar na faca que tinha no bolso, mas o seu olhar me dizia tudo. Era o olhar de alguém desesperado.

- Por favor... - ele murmura, já quase ajoelhado no chão. Eu mando ele entrar, antes que alguém o visse.

- Senhor, eu já não faço esses serviços... - interrompo, coçando a cabeça com o braço bom.

- Eu lhe imploro. Por favor, não aguento mais. - fechando os olhos, faço um sinal para ele esperar aqui, e vou até à porta das traseiras que me dava entrada para a estufa. Antes do Massacre, o mês antes, após e durante os Jogos eram a melhor altura para negócios. Pelo menos quando se tratava de pessoas procurando tirar a própria vida. Com um corte rápido com a faca, corto uma das flores de Cerbera odollam, a flor que eu havia tatuado durante esses jogos na Capital. Mais conhecida como a planta do suícidio.

Agacho-me para a coletar e preparo-a, colocando o extrato dentro de um frasquinho. Respirando fundo, regresso ao hall de entrada, onde o senhor estava sentado no meu sofá com as mãos levadas à cabeça. Ele podia ter roubado o que quisesse e ido embora, eu deixei-lhe a passagem aberta, mas tudo estava no lugar e ele estava ali. O que o atormentava não era a falta de dinheiro ou a fome. Era algo muito pior.

Assim que me vê, ele procura por algo no bolso enorme do seu casaco e ergue a sua mão, revelando umas quantas moedas de pouco valor. - Não é preciso, - contesto logo, ao entregar-lhe o frasco.

- Muito obrigado senhor, muito obrigado. - ele me agarra a mão em sinal de agradecimento, e tem o cuidado de o fazer na minha mão não magoada. Um arrepio percorre a minha espinha, pensando em como as pessoas realmente assistiram aos meus Jogos e sabem o que se passou.

Abro a porta para permitir ao homem sair, mas fico observando ele caminhar para fora da Aldeia dos Vitoriosos, questionando-me o porquê de querer desistir da vida. Antes dos Jogos Vorazes, eu fazia questão de saber os motivos e de assistir à morte, tanto em suícidios como em assassinatos. Na altura, era algo que me entretinha. Agora, eu só quero estar longe disso. Volto a fechar a porta.

Mas poucos segundos depois, voltam a bater, com ainda mais força. Meu coração começa a bater tão forte quanto as batidas na porta de madeira, pensando que Aloe ou até mesmo um Pacificador poderiam ter visto o homem saindo da minha casa e achado suspeito. Mas quando abro a porta, é Sylvaine que vejo. Talvez as outras duas opções fossem preferíveis agora.

- O que você está pensando, Gabriel!? - ela exclama, batendo a porta com força atrás dela. - Eu vi aquele homem saíndo daqui agora mesmo. Se for o que eu estou a pensar... Argh, eu não acredito!

Sem saber o que dizer, respondo-lhe com o silêncio. Ela tira as conclusões pelos meus olhos.

- Agora todo o mundo sabe do seu negócio, Gabriel! Já não é como quando eramos simples adolescentes num orfanato procurando algo com que fazer a vida. Como você esconde as plantas, sequer!? - ela parecia um vulcão, andando de um lado para o outro prestes a explodir. Sento-me no sofá e peço para ela fazer o mesmo, ao que ela obedece agarrando uma das almofadas entre os braços, com força.

- O problema não é as plantas, Sylvaine. - respondo calmamente, me encostando no sofá. - Enquanto Vitoriosos, a gente tem que ter um talento, pelo qual ficamos reconhecidos na Capital. Quando perguntaram pelo meu, eu respondi que era a jardinagem, então eles até financiaram a estufa. - a cena é que a maioria dos que tratam disso nem sabem se o raio da planta é tóxica ou não, e mesmo se soubessem, eu tenho a certeza que eles não dariam a mínima importância. Se eu pudesse contar a Sylvaine que o problema não é a Capital, mas sim eu mesmo...

Vejo pelos braços dela que já estava mais relaxada. Esperava que ela fosse continuar com o sermão "Sim, mas Gabriel, você não pode continuar com isso", mas não.

- Eu ainda não esqueci aquilo do Mr. Whiskers. - ela fala, fingindo uma voz triste, mas logo ri. E eu rio também.

Quando eu já estava trabalhando como jardineiro no orfanato e Sylvaine, já com 16 anos mas ainda com esperanças continuava na lista de espera para adoção, ela era muito apegada a um gato selvagem que costumava andar perto do orfanato, alimentando-se com restos que econtrava. Esse era o Mr. Whiskers, como eu ouvia ela chamar todo o santo dia. Só que um dia, o idiota do gato decidiu comer uma das plantas do jardim, e acabou morrendo envenenado. E foi assim que uma Sylvaine irritada e revoltada comigo ficou a conhecer o meu segredinho. Apesar de não termos começado nada bem, somos amigos desde então.

- Ah, sim. Desculpa por isso. - respondo, com um sorriso bobo. - Mas o seu gato era idiota, pensei que ele fosse usar o seu instinto natural ou algo do género. - reviro os olhos, ao que ela reage atirando-me com a almofada.

- Bem senhor Vitorioso, eu estava só de passagem. Mas é bom que me visite mais vezes lá no Orfanato, ou continuarei com as visitas surpresa. - Ela pisca o olho com um sorrisinho, antes de se levantar.

- Não me podes obrigar a abrir a porta. - Encolho o ombro, rindo. - Mas 'tá bom, eu passo lá mais tarde.

Levanto-me também e me despeço de Sylvaine, segurando-lhe a porta. Mais uma vez fico observando ela se afastar, até ela reparar e se virar para mim para deitar a língua de fora. Respondo abanando a mão, como se a estivesse a enxotar. É a minha barriga roncando que me recorda como ainda não comi nada hoje, o que me faz voltar a fechar a porta para ir preparar algo.
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Sylvaine Rois

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Qui Abr 30, 2015 1:08 am


Sylvaine Rois

Depois de tudo o que ele passou e de tudo o que ele viu, como foi ele capaz de vender a morte a alguém? Eu fingi estar preocupada com a sua segurança, mas eu sei que pouco lhe podiam fazer agora com aquele título. Na verdade eu só fiquei foi extremamente desiludida...

Me encosto na minha cama, no cubículo a que chamo de quarto desde que me lembro estar viva. Não sei quando, nem como aqui cheguei, mas nunca procurei saber. Se não me quiseram, é porque tampoco são merecedores de eu ficar triste por eles...

Encosto minha cabeça na parede, permitindo-me olhar pelo buraco na parede que fazia de janela. Desde que Gabriel foi escolhido para os Jogos, que aquele jardim lá em baixo não tem a mesma vida. Se é pelas plantas secas ou pela falta da presença dele... eu não sei. Suspiro novamente. Ele disse que me visitaria essa tarde!

Desço as escadas em caracol no centro do orfanato, passando por cada piso, cada um com uma gritaria maior que a outra.

- Sylvaine, Sylvaine! - ouço as crianças chamar, às quais retribuo um sorrisinho de 'agora não, por favor'. Eu era bastante popular entre os orfãos mais novos, graças à minha paciência - que parecia faltar em Vince e Gabriel. Nós os três - bem, agora dois - somos os mais velhos no Orfanato. Vince já tinha dezanove e raramente o via por aqui por causa do trabalho, ao que me surpeende vê-lo sentado no velho sofá da entrada do Orfanato, assistindo os Jogos.

- Houve folga no trabalho? - questiono, me apoiando no corrimão já nos últimos degraus das escadas que davam para a entrada. Vince olha pra mim por cima do ombro e ri.

- Claro, folga. - o sorriso branco dele fazia um contraste com a pele dele, bem mais escura que a minha e de Gabriel, que eram quase do mesmo tom mulato. Morette nos contou que isso acontecia quando um dos nossos pais tem um tom de pele negra, e o outro branca. Vince volta a sua atenção para o ecrã.

Semicerro os olhos para ver o que se passava; e ao invés do ecrã estar dividido em várias partes, apenas mostrava um cenário - a Cornucópia. O banquete. Reviro os olhos, me aproximando de Vince e apoiando os braços nas costas do sofá. A maioria de nós vê os Jogos porque não tem outra hipótese, mas Vince era do tipo que gostava de apostar acerca de quem levaria o título de Vitorioso para casa. No ano passado, enquanto eu morria de nervos a cada segundo por causa de Gabriel, Vince estava mais animado que nunca. "Nossa, é muito mais emocionante quando o concorrente é alguém que conhecemos! Vai Gabriel!"

Eu não sei as razões de Vince, mas tento pensar que é apenas o escape dele para os Jogos não lhe parecerem tão horríveis assim.

 Quando dou por mim, já estou olhando novamente lá para fora, não conseguindo esquecer o vazio que senti em mim quando vi aquele senhor sair da casa de Gabriel. Eu simplesmente não podia acreditar que ele não havia mudado nem um pouco esse aspeto...
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Arnò Etsurvit

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Dom Maio 03, 2015 8:34 pm



Interação - Vila dos Vitoriosos


Arnò Etsurvit



O fim da tarde e do trabalho estava chegando, consegui um numero perfeito de favores realizados para conseguir sair um pouco mais cedo da colheita do dia. Hoje eu precisava conhecer Gabriel Kavan, um dos mentores dos tributos do D11 na edição anterior, onde meu grande amigo, irmão mais velho e quase um pai de criação, Chat'te, havia morrido.

Saindo mais cedo, carregando umas raízes como desculpa de entrega ao Vitorioso, e também como presente, sigo o caminho até a Vila dos Vitoriosos.

Algumas pessoas, poucas, já voltavam a suas casa, cansadas, sujas e silenciosas. Alguns moradores de ruas já faziam suas eternas rondas entre as quadras, atras de suas oportunidades para conseguir continuar sobrevivendo.

Já fui um deles, um dos voltam para suas famílias, dos que vagam pelas ruas, dos que se unem a desconhecidos para sobreviver. Hoje posso dizer que tive sorte, pois tenho Freya, a um ano somos o que podemos chamar de irmãos, meu carinho e amor por ela é infinito, como minha gratidão, que alcança sua tia por me aceitar em sua casa.

***

Chegando a Vila, coloco a cesta sobre a mão esquerda, uso a direita para bater a porta de Gabriel.
*TOC TOC TOC*
Aloe não parecia estar por lá, nunca ouvia nenhum boato dela, diferente de Gabriel, a celebridade sobrevivente, antigo vendedor de venenos. Nunca o poderia julga-lo por nada, quanto mais longe da Capital, mais difícil nossa vida, ele só fez o que era preciso para sobreviver. Por que viver... talvez ele pudesse começar a viver agora, com mais estabilidade e conforto. É o minimo que ele merece por tudo que vi passar na 25ª Edição.

Agora eu o aguardava, pensei em bater novamente a porta, mas eu podia senti-lo chegar.



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Gabriel Kavan

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Dom Maio 03, 2015 9:00 pm



Gabriel Kavan

Mordo as minhas unhas ao ver o que se passava no ecrã que mostrava a continuação da 26ª edição. Apesar de eu achar errado torcer para alguém depois da morte dos dois garotos do meu Distrito, uma parte de mim esperava que a vitória fosse para um dos garotos de Otillie, depois de ter presenciado o quão stressada ela esteve durante os meus últimos dias na Capital. Imagino como estaria agora...

Ouço alguém bater à minha porta. Seria Sylvaine de novo? Droga, eu esqueci de visitar ela no Orfanato! Eu disse-lhe que passaria lá pela tarde... bem, passo lá depois. Creio que por esta altura ela já está bem acostumada com a minha falta de compromisso.

Levanto-me fazendo impulso com o meu braço bom e sigo em direção à entrada. Quando abro a porta, vejo um pequeno garoto carregando uma cesta, mirando-me diretamente nos olhos. Meu corpo estremece com o que poderia trazê-lo até aqui.

- D-Desculpa garoto, eu não posso vender nada a você. - falo esfregando os meus dedos uns nos outros, hábito que tinha quando estava nervoso. O pensamento de uma criança pensar em tirar a sua vida ou a de alguém me deixava pior que tudo...


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Arnò Etsurvit

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Dom Maio 03, 2015 9:26 pm



Interação - Vila dos Vitoriosos


Arnò Etsurvit



E a porta finalmente se abre, com ela, um homem jovem, cheio de tatuagens, com um piercing em seu nariz, dizendo-me:
- D-Desculpa garoto, eu não vender nada a você. - Ele demonstrava nervosismo. O que meu corpo também copiou, minha determinação até a porta era uma coisa, de frente e Gabriel, era outra.

Tomo postura novamente e me apresento:
- Não quero vender nada... digo, comprar. Eu sou Arnò, um dos meninos que sobreviveram e tiveram uma segunda chance graças a liderança e bondade de Chat'te Clever. Sei que não foi seu mentor, mas me parece o único a qual posso recorrer. O sofrimento parecido une as pessoas. Acredito que por isso, você o conheceu também. - Estendo minha mão a mão boa do Sr. Kavan - É um prazer conhece-lo, poderia entrar, dar-lhe esse presente e conversar sobre meu amigo Gatuno?

Meu coração dispara por todo meu corpo uma imensa quantidade de adrenalina, que arriscado, ele poderia dizer não, chamar um pacificador para me quebrar ao meio, mas eu só esperava a reciprocidade de uma compaixão por nossas vidas desgraçadas.

"Por favor Gabriel, diga sim!" Eu dizia mentalmente a mim mesmo, e a uma simulação positiva da minha conversa com o antigo mentor de Chat, a melhor pessoa, junto a Freya, que tive a sorte de conhecer em meu Distrito.


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Gabriel Kavan

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Dom Maio 03, 2015 9:36 pm



Gabriel Kavan

Neste momento não sei o que teria sido pior, o garoto ser um assassino ou suicida ou o motivo que o realmente fez vir ter comigo. Apesar de não ter sido meu mentoreado, Chat'te me marcou durante essa edição, e eu realmente havia sentido empatia por ele, o que raramente me acontecia antes de ser escolhido para os Jogos.

- Claro, entre - acabo por dizer, depois de paralisar durante um segundo e o cumprimentar de volta.

Agradeço pelo presente e o indico até ao sofá, pegando no controle da televisão para diminuir o volume do relato dos Jogos. Quando ele se senta, eu me me sento também, inclinando-me para a frente.

- Você tem razão, eu conheci ele sim. - começo por dizer. - Mas com certeza não me engano ao afirmar que você o conheceu melhor que eu. Então só me resta perguntar, o que procura?


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Sylvaine Rois

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Ter Maio 05, 2015 12:32 am


Sylvaine Rois

Encostada à porta transparente, olhando para o jardim sem vida de Gabriel, esperava vê-lo chegando. Irônico considerar agora o jardim sem vida, tendo em conta que quando Gabriel estava lá, ele usava este para tirar - ou ajudar a tirar - a vida a outros. Ele ainda passava cá de vez em quando para ajudar na manutenção, mas eu estava habituada a ver os arbustos cheios daquelas flores brancas a que ele chamava a planta do suicídio. É quando o céu se torna mais escuro e a chuva começa a cair que me viro de costas para o jardim, olhando agora para Vince, que continuava vidrado no ecrã. Ele só olha para mim quando nota que já o estava observando há algum tempo.

- O que é que Gabriel fez dessa vez? - ele pergunta com um sorriso, antes de voltar a olhar para o ecrã.

- Nada, não. - Nego, sem querer dizer a verdade. - Ele apenas disse que passaria cá hoje, e não o fez. - Bem, isso não era mentira...

- Só isso? - ele arqueia uma só sobrancelha, diminuindo o volume do televisor e encostando-se a uma das pontas do sofá, indicando-me indiretamente para me sentar na outra.

Caminho calmamente até ele, evitando contato visual com ele. Vince era muito rápido captando as emoções das pessoas. Ele sabia logo quando algo estava errado ou quando alguém estava mentindo.

- Não Vince, não. - murmuro, recostando-me no sofá. - É que... eu fui visitar ele essa manhã, e vi ele vendendo... bem, tu sabe...

Vince começa a rir, com aquele riso caraterístico dele que tanto combina com a sua voz serena. Mas eu não acho nada que isso seja motivo de riso.

- O que tem tanta graça!? - pergunto, chateada. Se ele fizesse ideia do quanto aquilo me magoou...

- Oh, Sylvaine... - ele para de rir, mas o sorriso fica. - Há hábitos que nunca mudam. Pensei que você soubesse disso...

- Mas você viu pelo que ele passou! Tanto no massacre como agora enquanto mentor! Eu nunca esperei que...

Vince se inclina para a frente, tocando com o seu dedo na ponta do meu nariz e me fazendo perder o rumo da frase.
- Mas aquela é a realidade dele. É algo que foi tão presente na vida dele que, por mais que a sua mente lhe diga que não, o seu sub consciente vai sempre dizer que sim. E quanto mais cedo você aceitar e entender isso, pequena, melhor será para você e para ele, porque ele vai precisar do seu apoio.

Ele fica me encarando por um momento, até o seu sorriso se alargar e ele virar a atenção novamente para os Jogos. Era isso que eu não entendia em Vince. Ele parecia ter um conhecimento tão cheio acerca das pessoas e em como lidar com elas, e no entanto, parecia genuinamente interessado no desenrolar dos Jogos Vorazes, algo tão desumano, enquanto que qualquer outra pessoa apenas limita-se a ver porque é obrigada...

Tento me fazer olhar para o ecrã também, mas minha mente desliga por completo. Eu não conseguia assistir isso, principalmente depois da participação de Gabriel. Será que Vince tem razão quando diz que ele precisa do meu apoio? Porque ultimamente, ele parece tão distante... que não tardará em ele me considerar apenas uma conhecida.  
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Arnò Etsurvit

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Qua Maio 06, 2015 3:40 pm



Interação - Vila dos Vitoriosos


Arnò Etsurvit




Sr. Kavan era muito educado, me senti muito bem recebido e acolhido, coisa difícil por aqui.

Ele retribui o aperto de mão, agradece pelo presente, o que me deixou pensando "espero ter acertado nas raízes e ervas", me indicando o sofá sigo até o mesmo, observo as imagens dos jogos, aquelas florestas diferentes, a areia da Cornucópia... a morte de Chat'te... por que tão cedo? Por que ele? Ele só queria saber de seus pais, e morreu sem saber.

- Você tem razão, eu conheci ele sim. - Inicia novamente o dialogo, Gabriel. - Mas com certeza não me engano ao afirmar que você o conheceu melhor que eu. Então só me resta perguntar, o que procura?

Realmente parecia estranho um garoto Gatuno na casa do homem que não foi seu mentor, mas conhecendo Chat, ele seria a pessoa que ele poderia se aproximar e poder ser ele mesmo. Estava na hora de saber a verdade, se Chat era culpado do que foi julgado sem ser questionado, ou apenas era inocente, fazendo novamente o que era necessário para sobreviver.

- Chat'te Clever era nosso líder, foi por muitos anos. Um dia, no ápice da nossa sociedade, um incidente aconteceu. A nossa base pegou fogo, de lá, o corpo de Polomar, o garoto que nunca confiei, caiu da janela do segundo andar, com uma faca ao peito e o corpo em chamas. Uma multidão estava a volta de Chat, julgando-o culpado pela morte de Polomar e por sair com uma bolsa com todos, ou maior parte, de nossos fundos. - Me inclino em seriedade - Chat'te conversou com você Gabriel, correto? Ele falou de tudo isso? Ele era realmente um enganador tentando fugir com Fundos ou apenas queria salvar o pouco, que era tudo, o que tínhamos?

Eu podia sentir um frio imenso do coração ao estomago, a cena, a recordação do corpo em chamas, argh, que horror. Mas a duvida que instalaram em nossas mentes de Chat'te ser um cretino, doía mais, por mais que meu coração dizia que ele era inocente, a mente tentava me confundir, assim como as outras pessoas que se deixaram acreditar em tal historia, espalhada pelo irmão mais novo de Polomar.

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Gabriel Kavan

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Qui Maio 07, 2015 5:40 pm



Gabriel Kavan

- Polomar... - murmuro, tentando me recordar ao máximo da minha conversa com Chat'te. Estar aqui sentado, conversando com este garoto realmente me trazia de volta à minha conversa com ele. Esse dialecto tão típico de alguém que veio do mesmo sítio...


"Diferente do falecido Polomar, que conseguiu destruir tudo"


As palavras ecoam na minha mente, me recordando da única vez que Chat'te mencionou Polomar. Esse nome já me era familiar antes, quando todos estavam convencidos que eu era o culpado ou sabia alguma coisa por estar tão ligado à criminalidade nessa zona do Distrito.

- Bem, rapaz... pelas palavras de Chat'te, eu pouco ouvi falar desse Polomar. Mas pelo pouco que ouvi, creio que essa história esteja mal contada. Chat'te referiu Polomar dizendo que ele era o "culpado de tudo"... do quê ao certo, eu não faço ideia. Mas tenha sido Chat'te ou não o culpado, ele com certeza teria um motivo para isso. Pelo que eu vi dele, ele realmente se preocupava com a casa e com os Gatunos. - olho para o fundo da sala, tentando pensar. - Vindo dele, eu não tenho provas concretas. Mas o Chat'te que você me descreve como um traidor e um cretino não é de certo o Chat'te que eu conheci.

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Aloe Anderson

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Qua Maio 13, 2015 10:04 pm


ALOE ANDERSON


Enquanto visto meu sobretudo verde oliva, caminho até a mesa de centro da sala. Em cima dela, repousam duas cartas convite da Capital. Procuro a que leva meu nome e a abro. Nunca vou entender o por quê de as criaturas da Capital insistirem em mandar essas cartas, não é como se houvessem outros Vitoriosos no Distrito 11 para servirem de mentores.

Corro os olhos pela carta até a parte em que é revelado qual dos tributos será meu mentoreado esse ano, o garoto ou a garota. Como sempre, nenhuma novidade. Jogo a carta aberta de volta para a mesa e agarro o papel com o nome de Gabriel.

Caminho até a janela com a carta em mãos e observo a casa do outro Vitorioso. Há pouco tempo um garotinho havia entrado lá. Já era a terceira pessoa que aparecia ali só hoje, mais cedo quando o representante nanico da Capital passou por aqui, me obriguei a pegar a carta de Gabriel, pois ele estava ocupado de mais recebendo a visita de um velho babão. Não é possível que esse garoto esteja tão mal financeiramente a ponto de reabrir seus negócios ilegais.

Não, se ele voltou com seu pequeno empreendimento não é por causa de dinheiro, a Capital nos provém tudo o que precisamos. Talvez ele só sinta falta de alimentar o seu lado sádico, como se os jogos já não o tivessem feito suficientemente. Esse pensamento me trás um sorrisinho sarcástico aos lábios.

O garotinho que havia entrado na casa de Gabriel não dá nenhum sinal de que pretende sair logo, essa espera já começa a me deixar impaciente. É muita falta de respeito da parte de Gabriel, me fazer esperar tanto, sendo que lhe fiz a gentileza de receber sua carta.

Saio porta a fora e sigo até a casa de Gabriel, a transação com o garotinho podia esperar. Ao chegar em sua porta toco a campainha e espero de braços cruzados por uma resposta.




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Gabriel Kavan

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Qui Maio 14, 2015 9:04 pm



Gabriel Kavan

O pequeno garoto fica algum tempo matutando na minha resposta, parecendo-me querer procurar as palavras certas. É nesse momento que ouço a campainha tocar. Meu corpo estremece, com o pensamento de uma Sylvaine extremamente chateada por eu não a ter ido visitar tal como prometi. Ignoro a chamada à primeira, até me lembrar que se fosse Sylvaine, ela estaria batendo na porta freneticamente, e provavelmente já a teria arrombado ou algo do género. Não, não podia ser ela...

- Desculpa garoto, vou ter que atender. Eu já volto. -

Levanto-me com algum esforço e caminho até à porta, sem me passar pela cabeça quem poderia ser dessa vez. Três visitas inesperadas no mesmo dia... três, porque Sylvaine não conta como inesperada.

Abro a porta para ver uma Aloe visivelmente chateada, de braços cruzados. Inclino a cabeça, pensando no que a poderia trazer até aqui. Será que ela tinha visto alguma coisa?

- Oioi, Aloe - falo, com um sorriso forçado. - Minha querida mentora. O que a traz aqui?


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Aloe Anderson

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Sex Maio 15, 2015 6:36 am


ALOE ANDERSON


Gabriel abre a porta após me fazer esperar algum tempo. Ele parece tentar iniciar uma conversa quebra gelo desnecessária e eu não tenho tempo para esse tipo de coisa.

- Por favor, Gabriel! - Digo empurrando ele para o lado e adentrando a casa. - Poupe-me do papo fiado e desse sorrisinho forçado. Não estou aqui para isso.

Antes que ele possa protestar, caminho até sua sala onde um garoto bastante jovem encontra-se sentado. De inicio eu o ignoro e apenas espero que Gabriel se aproxime.

- Estou aqui por dois motivos. O primeiro deles é te entregar isso. - Mostro a carta da Capital. - Vamos, pegue logo.

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Gabriel Kavan

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Sex Maio 15, 2015 3:50 pm



Gabriel Kavan

- Ouch! - reclamo, ao sentir a dor no braço quando Aloe me empurra para o lado. Ela não perde tempo e caminha até à sala, por onde eu a sigo. O pequeno garoto olhava para mim confuso, ao que eu apenas respondera com um sorriso forçado e um aceno de mão como quem diz "desculpa, espera um pouco".

Aloe diz que vinha por dois motivos e espeta-em uma carta à frente dos olhos.

- Ein? - inclino a cabeça até notar o selo da Capital. - Ahh, isso... espera, porque você tem isso!? - pego na carta bruscamente, rasgando o envelope para a abrir. Não esperava que os anúncios fossem tão cedos assim.

A mesma conversa que no último ano, as mesmas palavras, a mesma construção de frases... acabo por saltar tudo à frente até à parte onde indicam se eu ficaria com o tributo masculino ou feminino. Não que fizesse alguma diferença...

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Arnò Etsurvit

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Sex Maio 15, 2015 4:11 pm



Interação - Vila dos Vitoriosos


Arnò Etsurvit



Meu corpo parou com a resposta que meu coração ansiava:

"... Mas o Chat'te que você me descreve como um traidor e um cretino não é de certo o Chat'te que eu conheci. "

Aquilo significava que Chat'te realmente não poderia ter feito aquilo, seu coração era bondoso por natureza, por sua natureza até mesmo triste, onde ansiava por seus pais, ou ao menos saber sobre eles.

Logo algo veio a minha mente, se nosso Lider protegeu os nossos fundos das chamas, e não as deixou lá, e pouco tempo depois ele é arrancado do Distrito pelos jogos, será que ele poderia ter guardado aquela mochila para que nos, Gatunos especializados em tantas coisas, em encontra-la? Se eu a encontrasse, poderia fazer renascer a Casa do Gatunos, retirar todos meus iguais irmãos de rua de seu destino incerto, de morrer semana que vem ou amanhã graças a uma violencia gratuita.

Quando vejo, Kavan não está mais a minha frente, ele estava perto da porta, me levanto, talvez a conversa tenha terminado e eu nem tenha percebido. Era hora de ir embora.

Me levanto e sigo até a porta, ouço uma voz feminina, mais rigida do que o uma mulher normalmente seria, se não fosse com casada com a pessoa relacionada a conversa.

-Estou aqui por dois motivos. O primeiro deles é te entregar isso. - Um envelope chega as mãos de Gabriel, o que poderia ser? Uma carta da Capital? - Vamos, pegue logo.

Eu deveria ir embora e iniciar minha procura, me preparar para a caça durante a noite, seria perigoso, pelos meus conhecimentos do D11 atual.

Ao chegar mais perto reconheço a mulher, era Aloe, a mulher que foi, ou deveria ter sido, a mentora de Chat:

- Bem Sr. Gabriel, muito obrigado pela conversa, com licença Senhorita... - E aquilo bateu novamente em minha mente, ela era a mentora de Chat'te, e Chat'te precisou de ajuda mas não foi ouvido, ou não ligaram. Talvez hoje fosse a tarde de lavar a roupa suja - A senhorita não foi a Mentora de Chat'te? Por que os pedidos de meu amigo não foram atendidos? Por que sua compaixão com um membro do D11 não acendeu em seu coração quando ele precisou?


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Aloe Anderson

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Sex Maio 15, 2015 8:54 pm


ALOE ANDERSON


Preparo-me para responder Gabriel, mas antes que eu possa abrir a boca, o garotinho que antes estava sentado, se levanta e começa a despejar baboseiras carregadas de insolência sobre compaixão e meu ultimo mentoreado. Estreito meus olhos e encaro Gabriel por alguns segundos, depois volto minha atenção para o pirralho.

- Chat'te? Não consigo me recordar desse nome... - Digo com o indicador no queixo, parecendo pensativa. - Oh! Agora me lembro, ele foi o ultimo defunto que me enviaram para mentorear.

Observo a reação do rapaz por um momento, então me dirijo a uma cadeira e sento de pernas cruzadas.

- Caso a informação lhe interesse, ele nunca teve chances. Estava morto antes mesmo de entrar na arena, ajuda nenhuma lhe serviria. - Arqueio a sobrancelha esquerda e observo a cena cômica da criança tentado tirar satisfações comigo.  

 

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Gabriel Kavan

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Sex Maio 15, 2015 9:11 pm



Gabriel Kavan

Enquanto eu leio a carta, o pequeno garoto se levanta e agradece pela conversa. Baixo o papel do nível dos meus olhos, para poder olhar para ele.

- Ah, vai já andando? - questiono, mas quando dou por ele, já está perto de Aloe. Claro, ela foi a mentora de Chat'te. Com certeza ele teria perguntas para ela também. Mas quando escuto o que o garoto tem para dizer... quase que deixo cair o papel da minha mão. Já estava sofrendo por antecipação com a resposta que Aloe lhe daria depois dessa.

Minha mentora olha para mim, incrédula, e eu engolo em seco, sem saber ao certo o que dizer. Ela volta a atenção para o garoto, e a sua resposta me faz ranger os dentes.

- Aloe... - murmuro. Mas ela ignora e continua falando, ao sentar-se numa das poltronas. Sigo atrás dela, dando-lhe uma pancadinha no ombro suavemente.

- Maaaas, ela disse o mesmo de mim quando me conheceu, não foi, Aloe? - Interrompo, com um sorriso forçado que fazia os meus dentes ranger, o meu olhar circulando desde o pequeno garoto até Aloe, e logo de volta para ele, tentando insinuar para o garoto que ela era mesmo assim.

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Aloe Anderson

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Sex Maio 15, 2015 10:11 pm


ALOE ANDERSON


Para mim, todos os tributos são defuntos até que se tornem Vitoriosos. Chat'te foi apenas mais um que comprovou minha teoria, mas a questão aqui não é o fracasso do garoto nos jogos e sim quem é esse pirralho intrometido que se acha no direito de contestar minhas atitudes.

- É verdade... Sob minha perspectiva, você era um cadáver como todos os outros, Gabriel.- Aponto para ele com uma expressão satisfeita no rosto, ignorando totalmente a presença do menino.- Você só me provou o contrário quando se tornou um Vitorioso... Diferente de Chat'te, que continua sendo um cadáver. Agora literalmente.

Toco no nome de meu ultimo mentoreado mais uma vez e lentamente desvio o olhar para a criança. Ele está simplesmente calado, sem esboçar nenhuma reação.
 

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Gabriel Kavan

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Sab Maio 16, 2015 12:27 am



Gabriel Kavan

Apoio meu braço nas costas da poltrona em que Aloe se havia sentado e fico mirando o pequeno garoto, a minha mão apoiando o meu queixo e ajudando com o sorriso forçado que não se desfazia nos meus lábios. Só podia lamentar mentalmente pelo garoto naquele momento...

Apesar das palavras afiadas de Aloe, não consigo evitar me sentir um tanto orgulhoso quando ela olha para mim com uma expressão satisfeita, o que me faz levantar algo o olhar. É provavelmente o maior gesto de reconhecimento que receberei dela. Só estraga tudo quando ela volta a mencionar Chat'te.

Não sei o que possa dizer no momento que não torne a situação ainda mais embaraçosa, então limito-me a cutucar Aloe com o cotovelo como quem diz "okay, já é suficiente"...

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Arnò Etsurvit

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Seg Maio 18, 2015 3:11 pm



Interação - Vila dos Vitoriosos


Arnò Etsurvit




A situação tinha ficado pesada, Aloe estava estragando meu dia com aquele papo de Chat'te já estar morto antes de entrar, por viver dentro de uma depressão, qualquer um, até mesmo ele concordaria, a falta de algo que ele não havia encontrado dentro de si o consumia, e morreu com um vazio maior ainda, perdendo a unica amiga de verdade que fez durante os jogos, Àdele.

Ele estava tão abalado antes de morrer, se perdendo em loucura, encontrando aqueles malditos Carreiristas, matam-o fazendo pensar que havia uma esperança de ainda sobreviver.

Suspiro pesado por lembrar da imagem de sua morte tão recente, aquilo me partia o coração.

Mas eu não poderia deixar as palavras de Aloe ganharem a sala, porem antes agradeci a Gabriel por ter me atendido:

- Primeiramente, muito obrigado Sr. Kavan, o senhor me ajudou bastante a esclarecer que Chat sempre foi um garoto, um homem de verdade para ser exato, que procurava ajudar os outros de todo modo, por conhecer o seu sofrimento e os sofrimentos similares de outras pessoas. Eu não estaria vivo até hoje se não fosse pela ajuda e coração de meu Líder e amigo. - Me viro agora para Aloe, a fito com os olhos e um sorriso no rosto - Espero que a senhorita um dia seja chamada novamente para os Jogos, que volte a ser um cadáver que talvez sobreviva, de preferencia, um cadáver literalmente.

Ando até a porta e sobre os ombros digo a todos da sala:
- Ou poupe-se, peça a Gabriel um chá com uma erva que dei a ele de presente, ele a conhece bem seus efeitos e utilidades. O sabor é menos amargo do que o de sua presença, e mais tragável que sua feição de Mãe de Defuntos.

Fecho a porta e sigo meu rumo para casa, agora teria uma boa historia para contar a Freya.


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Aloe Anderson

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Seg Maio 18, 2015 8:42 pm


ALOE ANDERSON


O garoto agradece Gabriel pela atenção, então se volta para mim e desata a vomitar um discurso de ódio. O que faz meu sangue subir à cabeça são suas palavras, é a expressão em seu rosto, o sorriso cínico que ele mantém em seus lábios ao dar a volta e se encaminhar para a porta.

Ao ver que o garoto pretendia ir embora, levanto-me de onde eu estava e me aproximo dele no exato momento em que ele abre a porta. Agarro seu ombro esquerdo com minha mão direita, praticamente cravando as unhas em sua carne e o forçando a me encarar, olho no olho.

- Você deveria ter mais respeito, garoto petulante. A escória como você lota esse distrito e é por isso que todos os anos nossos tributos morrem cada vez mais cedo e de formas mais idiotas, assim como morreu seu amiguinho gatuno. - Mantenho a voz lenta e moderada, porém uma raiva imensa é visível no brilho do meu olhar. - Torça com todas as suas forças para que você não seja selecionado nessa próxima colheita, caso contrário, eu farei de tudo que estiver ao meu alcance para tornar sua experiência dez vezes pior do que poderia ter sido se você não tivesse tido a brilhante ideia de me tirar do sério.

Com as ultimas palavras especialmente carregadas de ódio, empurro o garoto para fora da casa com violência e fecho a porta com um estrondo.  

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Gabriel Kavan

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Seg Maio 18, 2015 9:36 pm



Gabriel Kavan


Quando penso que o garoto ia embora de vez, depois de me agradecer pelas informações, ele volta-se a virar com aquele sorrisinho de criança e desta vez dirige-se a Aloe. Engulo em seco só de pensar no que ia sair daqui.

Cada palavra que entra pelo meu ouvido me faz doer a alma, só de pensar no que estaria passando na mente de Aloe. Se o garoto não veio cá comprar a morte, acabou de recebê-la pelas mãos erradas.

Ele abre a porta e minha mente respira de alívio. Até sentir um solavanco enorme no cadeirão ao qual eu estava apoiado, que me deixa meio atordoado. No segundo seguinte, já está Aloe agarrando o garoto pelo braço.

Meus ombros se tornam mais tensos com cada palavra. Me aproximo em passos lentos, pensando que eu deveria fazer qualquer coisa, fosse eu louco a esse nível.

Aloe empurra o garoto lá para fora e quase parte minha porta ao fechá-la. Dou um passo atrás quando ela se vira para mim, com aquele ar de dever cumprido.

- Se isso não traumatizou o garoto, não sei o que o traumatizará... - comento, com um sorriso bobo e os ombros encolhidos.

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Seg Maio 18, 2015 9:52 pm


ALOE ANDERSON


No momento que a porta se fecha, toda a fúria se esvai. Viro-me na direção de Gabriel que tem uma expressão quase que de assombro no rosto.

- Se isso não traumatizou o garoto, não sei o que o traumatizará... - Ele comenta com um sorriso sem graça no rosto.

Examino minhas unhas da mão direita, agora haviam lascas nas unhas dos dedos anelar, indicador e polegar.

- Se você não se traumatizou nesses dois anos, ele não ficará traumatizado por causa de uma simples conversinha como essa que tivemos. - Um leve sorriso de canto se forma em meus lábios, mas logo se dissipa. - O que exatamente esse garoto esperava encontrar aqui, Gabriel?


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Gabriel Kavan

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MensagemAssunto: Re: Distrito 11   Seg Maio 18, 2015 10:07 pm



Gabriel Kavan


Rio com o comentário de Aloe, apesar de não concordar totalmente com ele. Apesar de nós dois não termos começado com o pé certo, eu já havia lidado com pessoas com o feito parecido em vários outras ocasiões. Agora o garoto, ele...

- Mas ele é apenas uma criança... - comento entre os dentes. - Queria informações sobre Chat'te, saber se ele era boa pessoa ou um traidor como o resto da casa de onde ele veio o vêm. - encolho os ombros, tentando não mostrar muito interesse pelo assunto.

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