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 A Entrevista com Brian Alderidge

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Wallace McQueen

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MensagemAssunto: A Entrevista com Brian Alderidge   Qui Jan 05, 2017 9:32 am


A Entrevista com Brian Alderidge


Após alguns dias do final da Vigésima Sétima Edição Anual dos Jogos Vorazes, tempo suficiente para que o mais novo vitorioso consiga se recuperar fisicamente dos danos da arena, a entrevista com Brian Alderidge é anunciada em todas as televisões de Panem. Todos os danos em seu corpo são reparados, deixando o rapaz sem qualquer sinal de que já tenha passado por uma arena algum dia.

Brian acorda novamente em um quarto branco, mas desta vez não havia ninguém ali. Ele se senta na cama e leva um susto ao olhar para seu tórax. Seus músculos dos braços e do peito estão pelo menos duas vezes maiores que o habitual. Não demora muito até que sua mentora entre no quarto.

A mulher diz a Brian que, por algum motivo, decidiram dar a Brian um visual de um vitorioso forte e intimidador. Assim como June, a sua equipe de preparação entra em cena. Não demora muito para que eles o preparem para a sua entrevista da vitória. Brian não percebe, mas sua mentora acaba abandonando-o no começo do processo.

Brian Alderidge se posiciona na plataforma redonda e ela o iça até o palco. Lá, Julien está o esperando, com seu terno colorida e seus cabelos tingidos, anunciando sua entrada. A plateia o recebe com gritos e aplausos ensurdecedores. June e todos os outros vitoriosos do Distrito 2 estão sentados na primeira fila.

Hoje, estamos reunidos aqui para oficializarmos a vitória de mais um merecedor! Nosso implacável vitorioso: Brian Alderidge, do Distrito 2! - com a plateia indo à loucura, com gritos e aplausos, Brian se acomoda em uma poltrona ao lado de Julien - Foi um longo caminho até este momento, nós sabemos disso! Então vamos reviver algum deles!

No telão, imagens da Colheita aparecem. O nome de um garoto é chamado, mas Brian logo se prontifica e se voluntaria.

Como esperado do Distrito 2! Tributos poderosos e corajosos! Dispostos a dar tudo de si para algo tão importante quanto é os Jogos Vorazes!

O telão mostra agora os Tributos do Distrito 2 em sua carruagem no Desfile de Tributos. O traje de Brian é mostrado em detalhes minuciosos. Logo após, sem nenhum comentário adicinal de Julien, o anúncio das notas aparece no telão. O apresentador anuncia com um entusiasmo contagiante que Brian Alderidge do Distrito 2 havia conseguido uma nota 11, a mais alta entre todos os outros tributos. Passam rapidamente para a Entrevista com os tributos, onde Brian usa um traje de gala simples, mas bastante elegante. As cenas que passam são breves, mas tentam passar a imagem de um rapaz sério e bastante convicto de suas vontades.

Nós percebemos que você é um pouco fechado, Brian. O que te dá um interessante ar de mistério... Mas, nos conte, é verdade que você prefere seu diário a um ser humano? - por algum motivo, a plateia ri. Talvez, seja alguma piada feita durante a edição, mas Brian não sente qualquer tom de ofensa naquilo.


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Alpha Malloch

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista com Brian Alderidge   Sab Jan 07, 2017 1:51 am


ALPHA MALLOCH

Ainda estava de trombas desde que Otillie me lembrou que teria que regressar à Capital para a entrevista e festa pós-Jogos. Apesar de no ano passado ter estranhado ver todos os mentores de volta a Capital para me receberem enquanto Vitorioso, com o tempo que passou desde então foi um pormenor que me passou completamente ao lado.

Sento-me num lugar do canto numa das filas reservadas para Vitoriosos e cruzo os braços sob o peito, esperando a tãão aguardada chegada do mais recente vitorioso. O pior ainda nem era isto, mas o que vinha a seguir. A experiência que passei no ano passado na festa pós-Jogos foi igualmente ou quase pior que a minha experiência nos próprios Jogos. Felizmente, este ano não serei eu o centro das atenções. Mas não aguardo outra coisa que não mais uma experiência deplorável.

Quando o garoto finalmente aparece, levo de imediato a minha mão à boca para conter o riso. Mas que raio fizeram com ele!? Verdade que o rapaz era quase mais lingrinhas que uma criança subnutrida do Seis, mas aquilo era completamente ridículo. Se eu tivesse acordado assim após os Jogos, imploraria para que me levassem de volta pra Arena. Com sorte um bestantezito qualquer levaria o resto da dignidade que me sobraria após tal procedimento. Se quisessem assim tanto dar um aspecto mais aceitável ao garoto, ao menos que lho fizessem de igual no corpo inteiro. Não assim. Mas bem, não é só agora que estou estranhando os gostos estranhos da Capital.

O apresentador exageradamente animado não perde mais tempo em nos mostrar um resumo piroso do percurso de Brian até aqui, como se a Capital já não tivesse já visto aquelas cenas um milhão de vezes. Já estou bocejando na altura que ele decide começar a fazer perguntas.

— Lá vamos nós escutar a história de amor entre um Carreirista e o seu livro encantado, - murmuro para mim próprio num tom inaudível, obrigando-me a estalar a língua para não me rir da pergunta que o homem lhe acabou de fazer.


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Brian Alderidge

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista com Brian Alderidge   Sab Jan 07, 2017 8:11 am


Brian



Depois de me sedarem novamente, abro os olhos, dessa vez não me sentia tão zonzo, mas sabia que algo estava diferente. Dentro do quarto, não era possível saber qual era a hora e nem mesmo quantos dias passei desacordado. A ideia de estar perdendo tempo me deixa um pouco irritado.

Estico os braços e percebo meu bíceps duas vezes maior do que era. "Caralho", penso. "Que merda fizeram comigo?" Procuro em meu braço direito as marcas causadas na final e não havia restado nenhum sinal das queimaduras do motolov de Anastácia. Apesar de que eu teria gostado de ficar com as marcas do que vivi na arena.

Me levanto e olho para um espelho que estava do lado direito da cama. Meu corpo estava bem mais musculoso e forte. Conseguia sentir cada músculo, como se eles sempre estivessem ali.

Ouço o barulho na porta e me levanto. Não voltaria a dormir novamente.
June abre a porta e me olha dos pés a cabeça. Ela morde os lábios e me da uma piscadela.

- Uau! Não é que te deixaram gostosinho mesmo?

- Que merda fizeram comigo? - pergunto, ainda em choque ao ver meu corpo.

- Quiseram te dar um ar de intimidador, assim como fez com aquela médica quando você acordou. E olha só, não é que fizeram milagre? - June cai na risada.

Respiro fundo e sorrio com June. Pela primeira vez desde a vitória consigo sentir meu corpo mais leve e meu sorriso mais sincero.

Sigo em direção à June e vejo várias pessoas esperando fora do quarto. Uma equipe de preparação pronta para me levar à entrevista do vitorioso. June sabia o que eu ia fazer, e decide tomar a iniciativa ao me ver travar. Ela me da um abraço, colocando a mão em meu peito.

- Não faça nada estúpido. - sussurra em meu ouvido. Não preciso respondê-la de volta, já havia entendido o que ela queria dizer.

Depois de tomar banho e sofrer o mesmo ataque que sofri da equipe de preparação quando tive que me apresentar para o público, sei lá quantos dias atrás, me vejo pronto, vestido em um terno vermelho vinho, com seis pedras prateadas do lado direito do terno e uma bronze do lado esquerdo.
Pergunto para meu preparador o que cada um significava e ele retruca:

- Lado direito são as mortes que você causou. Quanto ao lado esquerdo, refere-se à sua aliada. Lamento sua perda, senhor.

Deixo ele continuar a fazer seu serviço e me mantenho em silêncio até a hora de ir para a entrevista.

À caminho da entrevista começo a ouvir mais e mais murmúrios. Eu seguia acompanhado por todos os vitoriosos do meu Distrito. Aaron era o que se posicionava a frente de todos, nosso primeiro vitorioso, apesar de ser o mais velho e cansado de toda essa besteira, Aaron sempre foi uma das minhas maiores inspirações, inclusive, me lembro de ter ficado um pouco triste ao ver que ele não seria meu mentor. Tristan e Vibia seguiam juntos, conversando e descontraídos. Gunnar parecia ocupado tentando arrumar seu terno, sempre que me olhava, Gunnar dava tapinhas em minhas costas, mas eu sabia que tudo o que ele queria era aparecer na mídia. E June estava do meu lado, mas sumiu pouco antes da grande festa começar. Todos os vitoriosos seguiram o caminho da primeira fileira, enquanto eu segui diretamente para a entrevista.

Entro no palco e vejo o imortal Julian, dessa vez com seus cabelos em uma nova cor diferente do ano anterior, quando entrevistou Alpha, do Distrito 6.

Hoje, estamos reunidos aqui para oficializarmos a vitória de mais um merecedor! Nosso implacável vitorioso: Brian Alderidge, do Distrito 2! – ouço toda plateia indo à loucura, com gritos e aplausos enquanto me sento e arrumo meu terno. Estendo à mão para Julian e exibo um sorriso simples, sem rodeios. - Foi um longo caminho até este momento, nós sabemos disso! Então vamos reviver algum deles!

Então olho para o telão a minha frente e revejo os momentos da colheita. Lembro-me que nesse dia eu mal havia conseguido dormir de tão animado que estava para cumprir esse meu sonho. Passei à noite escrevendo no Filha da Puta, me lembro bem. Durante a colheita aquele leve arrepio correndo pela espinha e então a expressão séria e determinada, levantando a mão e dizendo que me voluntariaria.

Como esperado do Distrito 2! Tributos poderosos e corajosos! Dispostos a dar tudo de si para algo tão importante quanto é os Jogos Vorazes!

- Obrigado – respondo, um pouco baixo, mas sorridente por ter me lembrado de um momento tão importante para mim.

A seguir, vejo cenas rápidas do desfile ao lado de Ruby, da entrevista com a Capital, minha nota no treinamento. Fico pensando se alguém no meu distrito havia gravado aos Jogos, porque vendo desse jeito me dava muita vontade de assistir tudo o que eu tinha passado. Vejo minha nota no treinamento e respiro aliviado. Foi graças à uma nota dessas que June conseguiu um escudo para mim. Minha vitória teve uma grande influência dos patrocinadores, sem dúvida alguma.

Julian me encara, com careta de quem estava prestes a aprontar alguma coisa. Ele mal termina de falar sua frase e ouço todo o público caindo na gargalhada.

Nós percebemos que você é um pouco fechado, Brian. O que te dá um interessante ar de mistério... Mas, nos conte, é verdade que você prefere seu diário a um ser humano?

Não vejo a pergunta de Julian como uma insulta, mas como uma oportunidade de falar o porquê de preferir de fato falar com Filha da Puta do que outra pessoa qualquer.

- Me vejo bastante focado nos meus objetivos, por isso essa impressão. Agora quanto ao diário... Imagina um ambiente terrível e estressante, e eu apenas com duas opções, falar com Ruby ou falar com o Filha da Puta, sim, eu até dei um nome a ele, mas isso não vem ao caso. O ponto é que, ninguém aguenta ouvir a voz irritante de Ruby por mais de cinco minutos. – Começo a rir, lembrando-me dos momentos que tive com minha única aliada e também ouço a risada vindo dos palcos.



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Wallace McQueen

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista com Brian Alderidge   Ter Jan 10, 2017 2:09 am


A Entrevista com Brian Alderidge

A plateia ri juntamente com Brian. Julien também sorri discretamente, enquanto se ajeita em sua poltrona. Quando a platéia volta ao silêncio habitual, o apresentador volta às perguntas.

— Ruby foi um tributo realmente interessante. Mas o mais legal era a rivalidade amistosa que vocês tinham. Mesmo sendo aliados, sabiam que só um sairia com a vitória. - o clima parece ficar meio pesado, mas o apresentador não deixa a situação permanecer desta maneira por muito tempo - Então vamos ver alguns momentos desses dois na arena!

A platéia aplaude e até mesmo assobia, se animando novamente. O telão muda a imagem para o início dos Jogos, quando os tributos ainda estão em cima dos pratos de metal.

— Tanto você quanto Ruby perceberam a armadilha que os Idealizadores fizeram.

O telão mostra Ruby sendo cuidadosa quando desce do prato de metal, analisando tudo antes mesmo de agir, enquanto Brian corre em direção ao chifre, sem qualquer problemas.

— Ruby sempre pareceu ser a mais esperta e você os músculos, não é mesmo? - a platéia ri, em concordância - Mas, é como dizem, só os mais fortes sobrevivem.

A imagem agora muda para Brian atacando o Tributo Feminino do Distrito 12 com uma barra de ferro, acertando um golpe em sua cabeça. A plateia faz um som de aprovação. Logo em seguida, Brian crava sua alfanje no crânio do Tributo Feminino do Distrito 1, levando a audiência a loucura entre gritos e palmas. Os vitoriosos do Distrito 2 também aplaudem, mas os do Distrito 1 não parecem nada felizes.

— É nesse momento em que Ruby se junta a você, tornando esse momento um dos mais importantes dos Jogos. É nesse momento em que o casal mais poderoso da edição é formado.

A cena muda para o combate entre Brian e sua aliada contra uma aliança constituída por três tributos: o casal do Distrito 11 e o Tributo Feminino do Distrito 8. Primeiro, Brian mata ambos os tributos do Distrito 11, para logo em seguida Ruby matar o último tributo da tal aliança, enquanto a adversária tentava fugir.

— Ao todo, você e Ruby derrubaram metade dos tributos caídos no Banho de Sangue! Um incrível feito! - o apresentador olha para o local onde estão os dois únicos vitoriosos do Distrito 11 - Não para o Distrito 11, é claro.

Agora, o telão mostra os Tributos do Distrito 2 em fuga para escapar do pesadelo que se tornou o ambiente do início dos Jogos. Em certo momento, um tremor atinge o local e Brian por pouco é esmagado por uma estalactite. Não demora muito até que ambos consigam passar pela passagem sul e deixar o local. Uma segunda estalactite caí na passagem, impedindo-os de voltar à Cornucópia. Com a escuridão total tomando o ambiente, Brian começa a ficar bastante ansioso e agitado.

— Imagino que deva ter sido um pesadelo para você aquela arena. Como você se sentiu quando percebeu que estava em um lugar tão claustrofóbico?


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Pearl Valyrian

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista com Brian Alderidge   Ter Jan 10, 2017 6:20 pm


Pearl Valyrian
"Something tells me that you never gonna stop
Until you get what you want..."

O olhar dos patrocinadores para mim é um mix de reprovação e ao mesmo tempo desejo. Aquela garota tinha que ser a primeira a morrer?! Pelo menos caiu pelas mãos do próprio vitorioso da edição, mas isso vai trazer consequências para a próxima voluntária do Distrito 1. Além do mais, Jade também não passou uma imagem muito agradável para o público, mesmo ela tendo alguns fãs por aqui até hoje. Tudo isso somado à nossa participação porca resulta em uma visão não muito favorável para o ano que vem.

Assim que somos direcionados para o local da entrevista, logo me enrosco no braço direito de Jasper quando o encontro. Ele aceita de bom grado, mas logo se desfaz de mim quando nos sentamos. Não demora muito até que todos os vitoriosos já estejam sentados em seus devidos lugares, que varia de acordo com a importância de cada um para a edição. Para nós, vitoriosos do Distrito 1, reservaram assentos da terceira fileira, mostrando que realmente nosso desempenho foi um fracasso. Os últimos a chegarem são os vitoriosos do distrito de Brian. Todos parecem extremamente orgulhosos e com o ego inchado. Presto atenção em todos, que agem como se pouco se importassem com o resto de nós.

Brian é rapidamente é anunciado. Visivelmente, o garoto parece ter sido alterado de alguma forma, mas não consigo identificar no mesmo segundo. Forço-me por alguns segundos, até ouvir Sapphire cochichar algo para Onyx, mas não consigo entender o que foi.

— O que fizeram com ele? - pergunto a Onyx, que está do meu lado direito.

— Bombaram o garoto. - responde ele, tentando tapar um sorrisinho sarcástico.

Sapphire, que está do outro lado de Onyx, se inclina para cima dele, ficando o mais próximo possível de mim, como se fosse me contar um segredo.

— Encheram o garoto de hormônios. Se eu fosse vocês, evitaria muito contato com ele.

— Sim. Fizeram o mesmo comigo. - se intromete Jasper, que está bastante inclinado em cima de mim - Me vinha uma fúria incontrolável do nada, mas logo isso desapareceu.

Percebo outros vitoriosos comentando também, mas sabíamos que teríamos de nos controlar para não ficar feio e sofrermos represália. Como se fosse um acordo mútuo, todos os vitoriosos fingem uma postura para a ocasião.

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Aloe Anderson

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista com Brian Alderidge   Ter Jan 10, 2017 7:33 pm


ALOE ANDERSON


Finalmente essa edição terminou, os Jogos mal haviam começado quando fui mandada de volta para casa e desde então não faço nada além de submergir até a cabeça em tédio absoluto e água de rosas da minha banheira de hidromassagem. Uma série de festividades seguem a vitória de Brian, começando pela tão adorada "Entrevista com o Vitorioso", o que me dá algum tempo de distração até que a próxima edição tenha inicio, meu mentoreado morra novamente no banho de sangue e eu volte a apodrecer na inércia.

O auditório onde acontece a entrevista é exatamente o mesmo desde a minha edição. Enorme, espalhafatoso e cheio de gente que me odeia até a raiz do ultimo fio de cabelo. Como sempre, coloco um lindo sorriso simpático no rosto quando entro no auditório lado a lado com Gabriel, e mando beijinhos cínicos especialmente para aqueles que me encaram de semblante fechado. Assim que ocupamos nossos lugares e o espetáculo se inicia, faço questão de não prestar a mínima atenção, focando os olhos em minhas unhas e as colocando a favor da luz em busca de imperfeições.

Nada nesse showzinho patético me interessa, até que Julien vomita um comentáriozinho infeliz. "Não para os tributos do Distrito 11, é claro", se referindo as mortes precoces dos nossos tributos. Lentamente levanto o olhar e encaro o apresentador com olhos de ódio, depois volto minha atenção para Gabriel e solto um suspiro. - O jogo nunca está do nosso lado. Todo ano é um defunto diferente sorteado na nossa colheita. Ingênuos demais, "corajosos" demais, eles nunca sobrevivem. Espero que tenhamos mais sorte para a 28°. - O comentário é para Gabriel, mas não me preocupo em baixar muito o tom da voz para que outros ao redor não ouçam.

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Brian Alderidge

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista com Brian Alderidge   Qua Jan 11, 2017 1:53 am


Brian



Enquanto o público ria do pouco que eu disse, vejo alguns vitoriosos a minha frente. Somente o Distrito 2 parecia estar em festa, quanto aos outros, alguns riam sarcasticamente, provavelmente por conta da merda que fizeram com meu corpo. Quanto ao resto, mantinham a postura para estar bem apresentáveis ao vivo.

Sempre imaginei a disputa e rivalidade entre os próprios vencedores, e parece que as coisas ficariam interessantes quando encontrasse com alguns deles. Ouço o nome de Ruby e volto minha atenção à Julien.

Ruby foi um tributo realmente interessante. Mas o mais legal era a rivalidade amistosa que vocês tinham. Mesmo sendo aliados, sabiam que só um sairia com a vitória... Então vamos ver alguns momentos desses dois na arena!

Sorrio para Julien com um sorriso amarelo. Espero que ele não fale nada ruim dela, caso contrário teria que fazer soar outro canhão aqui. Para a sorte dele, e a minha, Julien só pediu para que assistíssemos como foi minha linda história de amor com minha aliada.

Tanto você quanto Ruby perceberam a armadilha que os Idealizadores fizeram... Ruby sempre pareceu ser a mais esperta e você os músculos, não é mesmo? - a platéia ri, em concordância - Mas, é como dizem, só os mais fortes sobrevivem.

Como vocês sabem, sou claustrofóbico, e isso de fato foi algo muito difícil de encarar, principalmente quando estava naquele tubo que me levaria para a Arena. Quando a contagem acabou, saí correndo de lá porque não queria me ver livre logo. A armadilha para mim foi mais o tubo do que o que estava à nossa frente. Quanto à esperteza de Ruby, de fato, ela era muito inteligente. - Concordo com a cabeça e o público faz o mesmo.

Agora vejo no telão minha imagem indo para cima da garota do D12 com uma barra de ferro. Acabo rindo um pouco por me lembrar daquele momento. Minha vontade de matar era bem grande.
Ouço o som de aprovação do público, que parecia estar contente em me ver fazendo uma brutalidade daquelas. Em seguida, a garota do D1 acabou sendo meu alvo. Dou de ombros para o apresentador. Afinal, ela estava de costas para mim, praticamente pedindo para que eu a matasse.

Volto meu olhar para as fileiras de vitoriosos e vejo os vencedores do Distrito 1 sentados na última fileira. Solto um risinho sarcástico para os mentores daqueles que morreram na Cornucópia. O olhar de reprovação deles era eminente, mas eu conseguia perceber um pouco de irritação, não por mim, mas por terem tido tributos tão inúteis. Ouço mais palmas, dessa vez da primeira fileira também. Meus mentores e os outros vitoriosos do Distrito 2 começam a aplaudir e tudo o que eu faço é coçar a cabeça, meio sem jeito. Não sabia que as mortes que eu causei trouxeram tanta repercussão. Fico imaginando como vai ser quando eles mostrarem a próxima parte.

É nesse momento em que Ruby se junta a você, tornando esse momento um dos mais importantes dos Jogos. É nesse momento em que o casal mais poderoso da edição é formado.

Enquanto assistia a cena, me vejo de volta naquele momento. Somente eu e os tributos do 11 e do D8. A cara de assustado dos Tributos ao me ver fechando sua saída, como uma muralha. Lembro que havia sangue nos meus braços e rosto. Consigo sentir novamente meu sorriso procurando por mais mortes, só duas não bastavam. Enquanto cuidava dos dois tributos do 11, uma outra deu a volta e conseguiu escapar em um momento oportuno. Escapou de mim, mas esqueceu que Ruby estava por ali.

Sinto meu rosto corar ao ver a garota passando por mim. Lembro-me da raiva que senti naquele momento e acabo me sentindo do mesmo jeito agora. Bato meus pés com frequência no chão, aguardando o momento que faço soar mais dois canhões. Distrito 11. Ambos tributos derrubados dentro da Cornucópia pelas minhas mãos. Esse distrito deve me odiar agora.

O público delirou quando viu a cena. Meus mentores sorriam e batiam palma, mas vejo algumas pessoas, ainda na terceira fileira, calados e irritados. Distrito 11. Ver a cara de reprovação de Aloe fez meu dia mil vezes mais feliz, afinal, me lembro bem de ter torcido contra ela. Sua sorte foi que não haviam carreiristas como eu e Ruby na edição que ela venceu.

Ao todo, você e Ruby derrubaram metade dos tributos caídos no Banho de Sangue! Um incrível feito! - o apresentador olha para o local onde estão os dois únicos vitoriosos do Distrito 11 - Não para o Distrito 11, é claro.

Tocou a ferida. Estava começando a gostar mais de Julien agora.

De volta ao telão, relembro os momentos que escapamos da caverna. Meu coração acelera quando vejo uma estalactite cair do meu lado, mesmo sabendo que consegui escapar, penso no quanto meus pais ficaram com o cú na mão ao ver uma cena dessas. Assistir a essas cenas dentro da caverna estava começando a me dar falta de ar. Me pego discretamente suspirando um pouco mais que o normal. Sinto a sensação passar quando finalmente eu e Ruby conseguimos sair de lá, mas só piorou. O flashback de um lugar completamente escuro me fez arquear os olhos e olhar para Julien, que parecia pronto para mais uma pergunta.

Imagino que deva ter sido um pesadelo para você aquela arena. Como você se sentiu quando percebeu que estava em um lugar tão claustrofóbico?

Assistindo essas cenas consigo me lembrar bem do que eu passei, sinto até um pouco de falta de ar - sorrio e suspiro, tomando um copo d'água. - Não foi fácil sobreviver a tudo aquilo, fico imaginando o quão ansiosos acabei deixando vocês. Mas ainda com a claustrofobia não me deixando em paz, consegui fazer meu trabalho e derrubar quatro tributos dentro daquela caverna. - deixo ligeiramente o canto da minha boca em forma de um sorriso torto, levando meu olhar para a terceira fileira, diretamente para o Distrito que está sempre disputando os Jogos com o nosso. Distrito 1.  



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Gabriel Kavan

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista com Brian Alderidge   Qua Jan 11, 2017 12:24 pm



Gabriel Kavan

Chego no auditório de olhos já postos nos lugares reservados para nós, Vitoriosos do Onze, tentando não me focar em mais nada ou ninguém. Porém, Aloe, ao contrário de mim, parece fazer os possíveis para que todos notem nossa chegada, espetáculo que já esperaria dela tendo em conta que fez o mesmo no ano passado. Com a vitória de Brian, somos convocados de volta à Capital para o receber em uma entrevista acerca da sua vitória e na consequente festa. Ah, é nestes momentos em que eu gostaria bastante de conseguir ser como Vince que daria tudo para estar no meu lugar nesse momento. Conseguir ignorar o facto de que o Carreirista ali em cima foi o responsável pela morte de ambos os Tributos do nosso Distrito, talvez apostar uma moeda ou duas acerca do que ele vai vestir na festa dos Vitoriosos, ganhar um almoço à pala disso e simplesmente me divertir. Apesar de não me fazer tanta confusão assim ele ter sido o responsável pela morte de Freya e Arno - esteja ele ou Ruby ou Anastacia ou Tesla ali em cima, que diferença faria? Eles continuariam mortos - afinal, cada um tem que fazer o que tem a fazer para sobreviver... eu próprio matei um Tributo do Distrito de Brian para continuar aqui hoje. Mas todo esse festejo e rivalidades que se tornavam mais visíveis nesta altura do campeonato já eram demasiada comichice para mim.  

Sento-me no meu lugar e mantenho os olhos fixos no palco, mas com uma expressão impossível de ler. Mantenho a seriedade enquanto Brian conversa com Julien sobre coisas que pouco me interessam, mas deixo escapar um pequeno riso entre dentes quando reparo em como Aloe estava mais interessada em cuidar de suas unhas. Pelo canto do olho capto a imagem de Freya no ecrã, o que me faz virar a atenção novamente para este. Não era nada mais nada menos que a morte de tanto ela como Arno, mas glorificada como um acto de valentia por parte de Brian. Para melhorar a cena, Julien ainda tem a linda ideia de mandar uma boca sobre o nosso Distrito. O movimento do meu lado direito me indica que Aloe não se manteve indiferente ao comentário, mas eu continuo fixando ambos com a mesma seriedade, não deixando trespassar mais nada. Não lhes iria dar essa satisfação, que é o que Brian quer tendo em conta a sua reação ao olhar nesta direção e provavelmente tendo reparado na expressão de Aloe.

 Lembro-me de como encontrei Sylvaine tão afetada pela morte de Freya e pela confusão que se instalou no orfanato após isso, quando regressei a casa. Para a Capital, Freya não passava de uma peça nos Jogos deles, para outro Tributo qualquer derrubar. Não uma colega de orfanato como era para Sylvaine e todos os outros, que apesar de não a conhecerem bem, se sentiram tão abalados por tal acontecimento. Para a Capital, isso era só mais um motivo para mandar indiretas e aumentar mais a rivalidade entre os Distritos. Uma piada.

Minha mentora começa a falar para mim mas só após algumas palavras é que tiro a atenção de Brian e me viro para ela. As palavras de Aloe são frias, mas têm a sua razão. - Nós dois somos a excepção, não a regra. E enquanto tivermos crianças se achando a regra e se voluntariando num ato de "coragem" para mostrarem ao amigo ou à amiga que não os deixarão passar por isto sozinhos, o jogo nunca estará a nosso favor. Isso nunca corre bem. - Custa-me falar assim, mas Arno teve o seu destino traçado no momento em que se voluntariou para ajudar Freya. E provavelmente ao fazer isso, eliminou também qualquer hipótese de Freya ganhar, pois a atrapalhou mentalmente com algo que ela não estava à espera, dando-lhe outra vida com que se preocupar para além da sua.

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Wallace McQueen

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista com Brian Alderidge   Sab Jan 14, 2017 9:48 pm


A Entrevista com Brian Alderidge

A platéia reage em aprovação quanto à afirmação do mais novo vitorioso. Julien se ajeita em sua cadeira, colocando um sorriso forçado no rosto.

— Você fez um ótimo trabalho naquela arena! Todos aqui concordam! Então, vamos dar uma olhadinha nos seus principais feitos!

As imagens mostram o momento em que Brian recebe seu diário e quando começa a escrever nele. Por algum motivo, acabam não mostrando nome do diário. O telão se transforma para mostrar um Brian cheio de areia correndo entre os túneis, até finalmente achar sua alfanje perdida.

— Seu senso de direção é realmente muito bom. Além da sorte por não terem achado aquela arma antes de você.

A cena é cortada e Brian já está no deserto, observando vários tributos correndo em desespero de volta para a montanha rochosa. Uma onda negra de formigas se aproxima cada vez mais, até que rapaz decidir fazer o mesmo que os adversários. Brian corre juntamente com os outros tributos para escapar da armadilha, até chegar no local onde ocorreu o início dos Jogos. O anúncio do evento criado pelos Idealizadores, chamado de "pega-pega", é mostrado e a platéia parece animada.

— Sabíamos em cada parte daquela caverna que estavam os casulos. Ficamos bastante apreensivos nesta altura. Qualquer um poderia ser pego.

Imagens da explosão causada acidentalmente pelo Tributo Masculino do Distrito 9 e as mortes do Tributo Masculino do Distrito 8 e do Tributo Feminino do Distrito 7 são mostradas apenas para dar um exemplo do perigo dos casulos, mas o foco mesmo foi dado à batalha em que Brian mata o Tributo Masculino do Distrito 10.  

— Foram momentos realmente muito emocionantes! - Julien força novamente um sorriso e se aproxima um pouco de Brian - Qual foi o seu pensamento naqueles momentos? Digo, você precisava agir, mas ainda corria o risco de sofrer uma morte terrível.

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Brian Alderidge

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista com Brian Alderidge   Seg Jan 16, 2017 5:03 pm


Brian



Ouço o alvoroço da plateia novamente e volto meus olhos para Julien. Seja lá como for, não precisava mais dar atenção aqueles que já estiveram aqui uma vez.

Você fez um ótimo trabalho naquela arena! Todos aqui concordam! Então, vamos dar uma olhadinha nos seus principais feitos!

No telão, vejo novamente o momento em que recebi o diário. Vendo do lado de cá, eu já não parecia o mesmo carreirista que havia matado quatro tributos na Cornucópia e sim uma criança feliz por receber a coisa que o ajudaria a desabafar. Um brinquedo. Em seguida, me vejo correndo em direção à minha alfanje perdida. Me lembro bem que levei horas para encontrar aquela merda.

Seu senso de direção é realmente muito bom. Além da sorte por não terem achado aquela arma antes de você.

Sorrio e aceno com a cabeça, como se agradecesse. Mantenho meu rosto sem expressão alguma após o sorriso, indecifrável para Julien e para a platéia. Óbvio que eu encontraria minha alfanje, afinal, não treinei anos de senso de direção atoa.

Em seguida, o momento onde eu finalmente coloco meu rosto para fora da caverna. Lembro-me da sensação do sol batendo e iluminando todo meu corpo pela primeira vez na arena. Vários tributos corriam em desespero para a parte rochosa. Todo o lugar se denominava ao mais puro deserto. Havia uma onda negra seguindo em nossa direção, não consegui identificar exatamente se eram formigas ou abelhas, mas pareciam ser mortais da mesma forma. A ideia de voltar para aquela bosta de caverna e sofrer com a claustrofobia novamente era sofrer igualmente à morte dessa onda de bestantes. Ouço em seguida o anúncio que chamam de "pega-pega" e vejo a plateia novamente animada.

Sabíamos em cada parte daquela caverna que estavam os casulos. Ficamos bastante apreensivos nesta altura. Qualquer um poderia ser pego.

Vejo algumas mortes que eu não fazia ideia de como aconteceram, em seguida o foco se volta para mim e o rapaz do '10. Lembro-me de cercá-lo. Ruby estava me dando cobertura enquanto eu cercava o rapaz. Puxo minha alfanje da cintura onde estava presa. O rapaz tropeça e minha alfanje atinge seu pescoço. O canhão dispara enquanto o sangue do rapaz caia sob minha alfanje.

Foram momentos realmente muito emocionantes! Qual foi o seu pensamento naqueles momentos? Digo, você precisava agir, mas ainda corria o risco de sofrer uma morte terrível.

Quando saí daquela caverna me senti livre da minha claustrofobia. Quando vi aquela onda de bestantes uma dúvida imensa surgiu em minha cabeça. Era voltar para minha claustrofobia ou morrer para os bestantes. Essa foi uma das decisões mais difíceis que tomei na arena, mas eu sabia que por pior que fosse, daria um jeito de continuar vivo dentro da caverna.


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Wallace McQueen

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista com Brian Alderidge   Qui Jan 19, 2017 7:52 am


A Entrevista com Brian Alderidge

— Imagino que sim. Imagino também o quanto foi reconfortante para você ao ouvir o convite para uma visita ao Oásis!

O telão se ilumina para a imagem de Brian e sua companheira de distrito chegando ao Oásis. Na apresentação, mostram o momento em que os tributos se escondem dos pássaros bestantes que chegam e quando eles evitam o fogo inicial.

— Vocês foram muito sortudos e competentes ao escapar das armadilhas dos Idealizadores. E, devemos dizer, não foram poucas!

Outra cena mostrada é a do momento em que recebem seus escudos. O vídeo continua, mostrando o encontro dos Tributos do Distrito 2 com os outros tributos ainda vivos até aquela altura. Com uma visão do alto, todos assistem ao momento em que o Tributo Masculino do Distrito 3 arremessa uma bomba, que acaba matando a aliada de Brian e deixando o Tributo Masculino do Distrito 9 bastante debilitado. O vídeo é pausado no momento em que se é focado a expressão de desespero de Brian perante à situação.

— Podemos ver na sua expressão que não foi nada fácil ver sua aliada tão danificada e ainda por cima ouvir os gritos de desespero do garotinho... pobrezinho... - Como em um passe de mágica, o rosto do apresentador muda de um lamento para uma celebração - Agora, vamos para a parte interessante!

Brian avança em direção ao Tributo Feminino do Distrito 5. A garota permanece parada, esperando a aproximação do rapaz. A batalha se inicia, simultaneamente com a explosão e a morte de dois tributos, deixando apenas Brian e a garota vivos. O carreirista é acertado pelo líquido do coquetel molotov da adversária, mas consegue apagar rapidamente as chamas ao rolar no chão, recebendo um dano considerável em seu braço.

— Anastacia poderia ter feito um estrago ainda maior em você com aquilo. Mas graças aos super eficientes mentores do Distrito 2, você conseguiu se proteger e evitar sua queda!

A plateia aplaude, enquanto nos telões aparecem os rostos de Aaron e June, dando uma maior ênfase na imagem da mentora de Brian. Os outros vitoriosos do Distrito 2 se levantam da cadeira e aplaudem ainda mais forte que o resto da platéia, mas são os únicos vitoriosos a fazer isso.

— Aproveitando isso tudo, vamos ver o momento em que Brian Alderidge deixou de ser um tributo para se tornar um vitorioso!

A luta entre Brian e o Tributo Feminino do Distrito 5 é mostrada de vários ângulos. Todo mundo na plateia parece estar prendendo a respiração enquanto tudo acontece. Assim que o rapaz repele o ataque do bestante, jogando-o para cima da garota, todo mundo volta ao seu estado normal. O telão se apaga e apenas aquela voz bastante familiar anuncia a vitória de Brian, do mesmo jeito que fizera no momento em que o último canhão havia disparado.

— Senhoras e senhores, Brian Alderidge! Vitorioso da 27ª Edição Anual dos Jogos Vorazes pelo Distrito 2!



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Holly Jones

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista com Brian Alderidge   Qui Jan 19, 2017 9:38 am


Holly Jones


A entrevista estava silenciosa em minha cabeça. Só estou a imaginar o quão perto Anastácia esteve da vitória e agora quem está em seu lugar é um outro carreirista babaca do Distrito Dois. Que merda é esse negócio de diário? Povo fútil. Seria magnífico criar um circo de horrores com todos os tributos dessa edição como havia prometido à minha mentoreada, mas Fennel teve que bater as botas.

Finjo estar prestando atenção ao que se passa, mas minha cabeça está definitivamente em outro lugar. Além de vencer eu ainda sou obrigada a manter os vínculos com os Jogos, por mais irritante e desgastante seja. Não sabia quanto tempo mais aguentaria, com a morte súbita de Fennel as coisas só pioraram, agora sou só eu, porém depois dessa edição um sentimento de esperança volta à tona e me sinto na obrigação de continuar.

As imagens de Anastácia sendo explodida fora cortada da entrevista, mas ainda consigo me lembrar de quando assisti a luta ao vivo. Seu enterro será no caixão lacrado, levaram muito tempo para recolher seus pedaços assim como os do magricela do três. Eu pensava que sua vitória me traria esperança em relação aos tributos do Distrito Cinco, mas mesmo a sua morte não me tirou a curiosidade do que mais pode sair desse lugar. Se os próximos tributos tiverem metade da coragem e determinação de Anastácia não vai demorar muito para que eu volte com um vitorioso.

A entrevista se dá por encerrada. Me levanto e ajeito o vestido alaranjado horroroso que o estilista me fez, ano pós ano e o demente ainda não sabe como me encaixar em algum vestimento. Dou três palmas secas e cruzo os braços. Brian Alderidge, mais uma aberração criada pela Capital.

— Me levem pra merda do meu Distrito logo, preciso de um vinho e mais ninguém pra me encher a porra do saco. – digo pra alguém da minha produção, não via a hora de voltar logo pra minha espelunca.


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Jasper Shockness

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista com Brian Alderidge   Sex Jan 20, 2017 6:58 pm


Jasper Shockness



Vejo Valyrian, Onyx e Sapphire comentando sobre o novo vitorioso e cruzo os braços. Já não bastava estar em desvantagem numérica de vitoriosos com o Distrito 2 no último ano, agora eles ainda conseguiram ampliar a vantagem.
Mas tirando essa pequena disputa amistosa, não vejo problema algum em ter Brian como vitorioso.

Vejo Sapphire falar de Brian, da forma como bombaram o menino. Acabo por não aguentar a pequena provocação, visto que eu também havia sido "bombado".

- Tome cuidado Sapphire, posso acabar passando alguma doença para você também.

- Não foi isso que eu...

- Ah, foi sim, querida, não adianta reclamar do rapaz justo na edição em que tivemos os piores tributos.

Ouço a risada de Onyx e vejo Valyrian preocupada com sua aparência em relação às câmeras.

- É verdade, nossos tributos foram um fracasso. - Lamenta Onyx.

- Sim, aliás, olha só o lugar onde estamos sentados. Estamos no fundo! - resmunga Valyrian.

Sorrio para Valyrian.

- Fique tranquila, querida. Saindo daqui você voltará a ser o centro das atenções.

Ela me devolve um sorriso doce e volto minha atenção ao rapaz do Distrito 2.

Olhando a forma como Brian levou o início dos Jogos, vejo que o rapaz me faz pensar em mim, quando jovem. Matei primeiro a maior quantidade de tributos masculinos, para eliminar a concorrência e fazer aumentar minha popularidade. Se a ideia do rapaz logo no início foi matar um carreirista e ganhar popularidade com isso, estava no caminho certo.

Em seguida Julien exalta a forma como os mentores dos garotos dessa edição agiram, lembrando a ele do escudo, ferramenta que o fez um vitorioso. Levo minha mão à boca, com um bocejo. Era óbvio que June teve vários patrocinadores. Ela não teve concorrentes, todo o dinheiro pode ser investido no rapaz que estava agora de pé lá em cima.

Bato palmas com o público, mostrando que estava satisfeito com os resultados, mas aconselharia meus filhotes a eliminar a concorrência muito bem à partir de agora.


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Brian Alderidge

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MensagemAssunto: Re: A Entrevista com Brian Alderidge   Sex Jan 20, 2017 7:00 pm


Brian



Imagino que sim. Imagino também o quanto foi reconfortante para você ao ouvir o convite para uma visita ao Oásis!

Vejo no telão imagens minhas e de Ruby chegando no Oásis. As imagens são vistas do alto, dois pontos entrando pela parte da frente, carreiristas, sem medo do que estava por vir. Em seguida eu e Ruby nos escondendo dos bestantes. Sorrio. Não era uma das coisas que eu me arrependia, ter que me esconder de um bestante. Julien olha para mim e me vê sorrindo.

Vocês foram muito sortudos e competentes ao escapar das armadilhas dos Idealizadores. E, devemos dizer, não foram poucas!

Realmente... — Digo e algumas lembranças me vêem à mente.

Volto minha atenção para o telão quando me vejo recebendo a dádiva que me fez ganhar os Jogos Vorazes. O Escudo. Do alto, me vejo pegando impulso e tomando a frente enquanto Ruby ficava para trás, e parecia ter sido isso que me fez sobreviver aquele momento. Tesla joga a bomba e explode minha aliada. Vejo meu corpo sendo lançado para longe e me pergunto como ainda fui capaz de levantar após ser jogado daquela distância.
Ajoelho ao lado do corpo de Ruby e a câmera congela com meu rosto de pavor olhando para Tesla e o menino que gritava próximo à ele. Permaneço imóvel, olhando para minha expressão no deserto, cheio de areia e com Ruby morta irreconhecível aos meus pés. Apenas cerro os punhos, mas não deixo transparecer nenhuma expressão de dor.

Podemos ver na sua expressão que não foi nada fácil ver sua aliada tão danificada e ainda por cima ouvir os gritos de desespero do garotinho... pobrezinho... - A expressão de Julien vai de 8 à 80 em um único piscar de olhos. - Agora, vamos para a parte interessante!

A cena na telona muda e agora eu e Anastácia estávamos frente à frente. Já era final e dois canhões atrás de mim disparam. A garota joga o fraco explosivo em mim, tento me proteger com o escudo, mas um pouco do líquido ainda acerta meu ombro.

Anastácia poderia ter feito um estrago ainda maior em você com aquilo. Mas graças aos super eficientes mentores do Distrito 2, você conseguiu se proteger e evitar sua queda!- Diz Julien, exaltando meus mentores.

Vejo os outros vitoriosos levantando e aplaudindo juntamente com o resto da plateia. Sorrio para eles. Ambos merecem ganhar um pouco do crédito, afinal, imagino o quanto foi difícil para June enviar o diário e logo em seguida um escudo. Procuro tentar não pensar no que ela teve que fazer para isso acontecer.

Aproveitando isso tudo, vamos ver o momento em que Brian Alderidge deixou de ser um tributo para se tornar um vitorioso!

As imagens voltam para mim e Anastácia. Sinto o suor escorrendo do meu rosto, meu coração acelerado e as lembranças daquele dia. Coloco as duas mãos no apoio, prestes a me levantar, junto com a plateia. Todos estavam apreensivos, até o momento que eu o fiz. Joguei o bestante com o resto da força que tinha para cima da garota e ouço uma voz que vinha do além.

Senhoras e senhores, Brian Alderidge! Vitorioso da 27ª Edição Anual dos Jogos Vorazes pelo Distrito 2!

Levanto-me e levanto às mãos, vejo abaixo de mim os tributos do Distrito 2 levantarem também. Os gritos e palmas se voltam para mim. Sobrevivi aos Jogos Vorazes e saí de lá como um vitorioso. Ninguém estragaria esse momento, ninguém.


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